As coisas mudam. Seguem seu curso natural, como um rio perdido a procura do mar.
As coisas mudam. Se renovam todo dia como a aurora da minha vida, esperançosa e jubilosa. O velho deve dar lugar ao que é novo, pois a semente deve morrer para que a vida nasça. Só restam cacos, pequenos fragmentos de mim que consegui ajuntar passeando pelas estradas das minhas recordações. Erros e acertos! Bobagem! É natural que os cometesse, afinal de conta não foi eu que errei ao errar, foi o erro que errou ao me criar. Antes de mim ele já era, e depois de mim continuará sendo.
As coisas mudam. As pessoas, os lugares, eu, você e todos aqueles que foram sentenceados a viver a viva tal como ela é. E não podemos mudar as mudanças que nos mudam, que mudam os lugares e as pessoas, como a água que se ajunta num bocado da mão, tornando-se quase um sofisma ela se vai entre os dedos. Lenta, calma e arredia, ansiosa por se livrar de tal prisão, buscando novos, pois o atual já passou, passou e não tornará a voltar. Mas o novo não é novo, é apenas o reflexo do velho em sua lâmina d`água, narciso e consiso,Tenro e sublime, calmo e suave, mais nobre que dantes,porém tão vil quanto a morte que o espera para dar vida ao novo novo.
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